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Neopsephotus Bourkii ( Periquito Bourke )
Para todos os que não conhecem esta ave, a passem a conhecer e a apreciar um pouco mais.
Originária do interior da Austrália, de 18 a 23 cm de altura, de cor castanha, azul e com tons de rosa, mostra dimorfismo sexual nas mutações ancestrais à excepção das mutações ino. Os machos têm uma faixa azul por cima dos olhos, e além de serem mais encorpados que as fêmeas, têm as cores mais intensas e a cabeça maior e mais larga (embora não haja regra sem excepção).
Os aborígenes referiam-se a estas aves como "periquitos nocturnos" devido a sua actividade aumentar durante o nascer e o pôr do sol, permanecendo a maior parte do dia mais parados e a dormir aproveitando a sua camuflagem nas arvores. Devido ao desconhecimento dos seus costumes, muita gente classifica-os de pouco activos e apáticos.
Durante a primeira metade do século XX estiveram quase em vias de extinção e ainda hoje em dia estão incluídos no apêndice II do CITES.
Ao princípio classificavam-nos dentro do género dos neophemas até que as evidentes diferenças (cor, costumes e genética), fizeram com que se criasse só para eles uma classe nova nos NEOPSEPHOTUS, de neo = novo + psephotus.
O nome Bourke, é em honra de Sir Richard Bourke Governador de New South Wales, Austrália entre 1831/37.
Dentro dos "periquitos das ervas" (grass-parakeet) australianos, é o único de cor castanha e com ausência do verde. As suas cores tão diferentes e vistosas, são uma das qualidades muito apreciadas pelos criadores juntamente com a quantidade e diversidade de mutações que vão aparecendo.
Os principais criadores estão na Holanda e Bélgica de onde apareceram a maioria das mutações fallows, spangle, inos, etc, e com um leque alargado de cores como o rosa, azul, cinza, violeta, verde, albino, etc.
Silenciosos, pacíficos, nada destrutivos, afáveis com qualquer outra espécie mesmo de menor porte, fáceis de cuidar e criar, faz desta espécie uma ave muito apreciada.
Geneticamente falando, nunca se cruzaram com um neophema ou com nenhuma outra espécie e portanto não se conhecem híbridos. As mutações podem ser dominantes, recessivas ou ligadas ao sexo.
A diferença para outras aves na formação das mutações e cores dos bourkes tem a ver com os pigmentos, psitacina e melanina. Como todas as mutações são "puras", para denomina-las utiliza-se uma combinação do nome científico mais a simbologia da mutação o que torna mais fácil de identifica-los.
Graças a tudo isto, pode-se inclusive prever novas mutações que hão-de aparecer, em contrapartida implica que serão necessários conhecimentos mais avançados e aprofundados de genética, o que aumenta o interesse pela sua criação.
Sem sombra de dúvidas esta é a minha espécie preferida entre todas as que faço criação.
António Nunes (Tony)
Neophema Splendida (Esplendido)
Neophema Splendida (Esplendido)
Uma autentica Jóia, ao observar um macho de esplêndido é esse um dos pensamentos mais frequentes que nos ocorre, com efeito o macho da espécie Neophema Splendida é um dos mais coloridos psitacideos disponíveis em Portugal com o contraste entre o peito vermelho e o abdómen amarelo a chamar a atenção para o azul da cabeça, de facto para alem da sua inegável beleza esta espécie tem uma série de vantagens, tem dimorfismo sexual, as mutações são espectaculares, não faz barulho, podem criar em espaços pequenos, são extremamente pacíficos, comem bem fruta e papa de ovo, e são bastante prolíficos, na realidade poderiam ser considerados uma espécie perfeita para quem tem pouco espaço, e porque poderiam e não podem? Porque os Esplêndidos têm um pequeno inconveniente que desencoraja muitos criadores, eles têm uma certa tendência para morrerem. Com efeito são dos psitacideos mais sensíveis, e porque? Basicamente porque o habitat de origem desta espécie é desértico e eles evoluíram para se adaptarem a climas quentes e secos, em Portugal tem que enfrentar muitas vezes climas húmidos e frios o que se pode revelar fatal.
Para melhorar as hipóteses de sobrevivência desta espécie alguns pontos devem ser tidos em conta:
1º Eles devem ser mantidos em gaiolas com fundo em rede e abrigados do tempo.
2º Não devem ser compradas aves nos meses frios e muito menos aves jovens sem a muda feita, a muda dos juvenis decorre geralmente nos meses de Outono e Inverno e é por isso de evitar comprar aves que vão ter que passar ainda pela fase de maior mortalidade, este é sem duvida o principal motivo de mortalidade, muitos criadores compram aves na altura do ano errada e com a muda ainda por fazer, não o façam e vão ver que conseguem minimizar a mortalidade.
3º Sempre que virem uma ave ir-se abaixo isolem-na logo e sé possível ponham-na numa gaiola aquecida, mas muitas vezes o simples acto de muda-la para uma gaiola individual mais protegida pode ser o suficiente para recupera-la.
Com algum cuidado e atenção eles são aves extremamente atractivas e bastante fáceis de criar, mas não podemos nunca baixar a guarda nos cuidados a ter.
Pedro Ramalho
Bolborynchus Aurifrons (Piriquito Limao)
Bolborynchus Aurifrons (Piriquito Limao)
Neophema Pulchella (Turquoisine)
Neophema Pulchella (Turquoisine)
Northiella Haematogaster (Blue Bonnet)
Northiella Haematogaster (Blue Bonnet)
Nigrigenis
Agapornis Nigrigenis CITES II (Ameaçado)
Esta espécie foi descoberta pelo Dr.Kirkman no sudoeste da Zâmbia em 1904. Este agapornis vive numa zona relativamente pequena pois o seu habitat cobre uma superfície inferior a 2500 km2.
Em liberdade ele pode ser visto em bosques, junto a zonas com água em abundância, e criam entre os meses de Janeiro e Maio, fazendo apenas uma postura, utilizando pequenos buracos em árvores para nidificarem.
A população dos Nigrigénis em liberdade tem descido muito nos últimos anos, em parte devido a pouca abundância de água junto ao seu habitat, estando por isso em breve a sua passagem para o anexo I do CITES.
Standart
Forma e posição: A ave deve apresentar uma posição no poleiro próxima dos 70º em relação à horizontal, as asas devem ser simétricas e não se cruzarem, a cabeça é redonda e proporcionalmente menor que o corpo.
Tamanho: 13.5 cm
Patas, dedos e unhas: As patas devem ser fortes, e as unhas devem estar inteiras
Plumagem: Plumagem limpa e brilhante, sem falhas ou sinais de muda
Condição geral: ave calma na gaiola e em boa condição física
Tipo selvagem
Testa: Castanho ferrugem com uma estreita banda preta na base do bico
Topo da cabeça: Castanho ferrugem mudando para verde dourado depois da linha do olho
Faces: Marcação típica, as faces são pretas, formando um arco com início na ponta do olho e terminando a meio da mandíbula inferior, as faces são mais escuras junto ao bico e ligeiramente mais claras na zona de transição
Garganta: Laranja, o bibe deve ser pequeno, bem delimitado e regular
Olhos: Castanhos-escuros, com uma íris castanho clara
Anel ocular: Anel branco a envolver o olho
Bico: Vermelho na ponta, mais claro na base, com a base quase rosa
Parte inferior do peito e abdómen: Verde-claro
Manto: Verde-claro, ligeiramente mais escuro que o resto do corpo
Remiges: Verde-claro com a parte externa preta
Uropigio: Verde claro, qualquer sinal de azul é motivo para a ave ser considerada não julgavel
Penas de cobertura da cauda superiores: Igual ao Uropigio
Penas de cobertura da cauda inferiores: Verde-claro
Penas da cauda: Verdes, as secundarias são verdes com uma marca castanho ferrugem seguindo-se uma banda negra e terminando em verde-claro
Pés: Cinzento
Unhas: Cinzento-escuro, quase preto
Azul
Testa: Cinza claro com uma estreita banda preta na base do bico
Topo da cabeça: Cinza claro clareando depois da linha do olho
Faces: Marcação típica, as faces são pretas, formando um arco com inicio na ponta do olho e terminando a meio da mandíbula inferior, as faces são mais escuras junto ao bico e ligeiramente mais claras na zona de transição
Garganta: Branco, o bibe deve ser pequeno, bem delimitado e regular
Olhos: Castanhos-escuros, com uma íris castanho clara
Anel ocular: Anel branco a envolver o olho
Bico: Rosa na ponta, mais claro na base
Parte inferior do peito e abdómen: Azul-claro
Manto: Azul-claro, ligeiramente mais escuro que o resto do corpo
Remiges: Azul-claro com a parte externa preta
Uropigio: Azul-claro, qualquer sinal de azul-escuro é motivo para a ave ser considerada não julgavel
Penas de cobertura da cauda superiores: Igual ao Uropigio
Penas de cobertura da cauda inferiores: Azul-claro
Penas da cauda: Azuis, as secundarias são azuis com uma marca cinza seguindo-se uma banda negra e terminando em azul claro
Pés: Cinzento
Unhas: Cinzento-escuro quase preto
Factor de escurecimento...
Factor simples
Testa: Castanho ferrugem com uma estreita banda preta na base do bico
Topo da cabeça: Castanho ferrugem mudando para verde dourado depois da linha do olho
Faces: Marcação típica, as faces são pretas, formando um arco com início na ponta do olho e terminando a meio da mandíbula inferior, as faces são mais escuras junto ao bico e ligeiramente mais claras na zona de transição
Garganta: Laranja, o bibe deve ser pequeno, bem delimitado e regular
Olhos: Castanhos-escuros, com uma íris castanho clara
Anel ocular: Anel branco a envolver o olho
Bico: Vermelho na ponta, mais claro na base, com a base quase rosa
Parte inferior do peito e abdómen: Verde
Manto: Verde, ligeiramente mais escuro que o resto do corpo
Remiges: Verde com a parte externa preta
Uropigio: Verde, qualquer sinal de azul é motivo para a ave ser considerada não julgavel
Penas de cobertura da cauda superiores: Igual ao Uropigio
Penas de cobertura da cauda inferiores: Verde
Penas da cauda: Verdes, as secundarias são verdes com uma marca castanho ferrugem seguindo-se uma banda negra e terminando em verde-claro
Pés: Cinzento
Unhas: Cinzento-escuro quase preto
...
Factor Duplo
Testa: Castanho ferrugem com uma estreita banda preta na base do bico
Topo da cabeça: Castanho ferrugem mudando para verde azeitona depois da linha do olho
Faces: Marcação típica, as faces são pretas, formando um arco com início na ponta do olho e terminando a meio da mandíbula inferior, as faces são mais escuras junto ao bico e mais ligeiramente mais claras na zona de transição
Garganta: Laranja, o bibe deve ser pequeno, bem delimitado e regular
Olhos: Castanhos-escuros, com uma íris castanho clara
Anel ocular: Anel branco a envolver o olho
Bico: Vermelho na ponta, mais claro na base, com a base quase rosa
Parte inferior do peito e abdómen: Verde oliva
Manto: Verde oliva, ligeiramente mais escuro que o resto do corpo
Remiges: Verde oliva com a parte externa preta
Uropigio: Verde oliva, qualquer sinal de cinza é motivo para a ave ser considerada não julgavel
Penas de cobertura da cauda superiores: Igual ao Uropigio
Penas de cobertura da cauda inferiores: Verde oliva
Penas da cauda: Verde oliva, as secundarias são Verde oliva com uma marca castanho ferrugem seguindo-se uma banda negra e terminando no tom de verde mais claro
Pés: Cinzento
Unhas: Cinzento-escuro quase preto
Lutino
Testa: Laranja
Topo da cabeça: Amarelo
Faces: Marcação típica, as faces são laranjas, formando um arco com início na ponta do olho e terminando a meio da mandíbula inferior, as faces são laranjas com infiltrações de branco junto ao bico e ligeiramente mais laranjas na zona de transição, se a ave não apresentar branco junto ao bico é uma falta grave
Garganta: Laranja, o bibe deve ser pequeno, bem delimitado e regular
Olhos: Vermelhos
Anel ocular: Anel branco a envolver o olho
Bico: Vermelho na ponta, mais claro na base, com a base quase rosa
Parte inferior do peito e abdómen: Amarelo
Manto: Amarelo
Remiges: Amarelo com a parte externa branco
Uropigio: Amarelo, qualquer sinal de branco é motivo para a ave ser considerada não julgavel
Penas de cobertura da cauda superiores: Igual ao Uropigio
Penas de cobertura da cauda inferiores: Amarelo
Penas da cauda: Amarelo, as secundarias são amarelas com uma marca alaranjada seguindo-se uma banda branca e terminando em amarelo
Pés: Cor de unha
Unhas: Cor de unha
É frequente vermos em exposições , sinais de hibridismo nestas aves com o personata, isto deve-se a busca permanente de novas mutações nos nigrigenis, torna-se importante alertar todos os criadores, que as características da raça em standart deverá ser mantida , ou seja a ave não deve ter um tamanho superior aos 13,5 cm , a rabadilha ou dorso ser da cor do corpo ( ausência do azul ou do violeta do personata e do ficher) e manter o chamado "olho de cobra" ou seja a íris bem mais clara que a pupila.